sexta-feira, 24 de maio de 2013
PRIMEIROS SOCORROS E INFÂNCIA - SAIBA O QUE E COMO FAZER!
Link de site muito bem estruturado que fornece dicas importantes no pronto atendimento em crianças vitimas de acidentes.
Clique no link abaixo e assista os procedimentos de atendimento
http://www.virtual.epm.br/material/sbv/sbvbetabx3.swf
Crianças só devem ter celulares em casos de necessidade
MAIO 22, 2013
Objeto indispensável na vida de jovens e adultos, os celulares também são artigo de desejo das crianças. Dado como presente, muitas vezes o aparelho é usado inicialmente para jogos e ouvir músicas. Mas com o acesso à internet cada vez mais facilitado, com pacotes de dados de internet móvel mais populares, o uso indevido do aparelho pode ser um problema para a criançada.
“Ele chama a atenção delas por ser um objeto de representação do mundo adulto”, explica a coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisa do Brincar da PUCSP, Maria Ângela Barbato Carneiro. Além disso, o celular também é capaz de saciar aquela curiosidade tão presente na cabeça dos pequenos. “As perguntas das crianças se vêem respondidas imediatamente com o acesso rápido e fácil à internet”, afirma.
Segundo a coordenadora, não é indicado dar esses aparelhos a crianças menores de 10 anos, pois, nessa idade, elas não têm condições de lidar com a tecnologia adequadamente. A especialista ainda ressalta a importância de os pais observarem se há realmente a necessidade de dar um celular para o filho. “Na maioria das vezes, os pequenos não precisam deles, pois não costumam sair sozinhos. Em casos de emergência, os pais podem ter contato imediato com os filhos através do telefone da escola, por exemplo”, diz.
Soluções inteligentes
Para controle maior dos pais, já existem aparelhos no mercado projetados especialmente para crianças. É o caso do Mobee: além de só aceitar quatro contatos na agenda telefônica (mãe, pai, casa e um adicional), o dispositivo oferece outras características bastante interessantes para os pais. Uma delas é o botão de “pânico”, que envia uma mensagem de emergência aos contatos assim que a criança o pressionar. O celular também possui um recurso no monitor, que permite aos pais ligarem para o aparelho e ouvirem qualquer coisa que esteja acontecendo em torno dos filhos.
Para a especialista, os celulares têm estimulado o consumo e a falta de comunicação entre as pessoas. No entanto, em casos de extrema necessidade, soluções como o Mobee (que só pode ser adquirido pelo site da empresa israelense e custa cerca de R$ 220), são alternativas viáveis. “Se não tiverem essa urgência, os pais devem preferir gastar esse dinheiro com atividades mais educativas, como livros, passeios, brinquedos e atividades culturais”, indica.
Informações Cartola – Agência de Conteúdo – Especial para o Terra
Fonte texto:http://primeirainfancia.org.br/?p=14308&utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=criancas-so-devem-ter-celulares-em-casos-de-necessidade
fonte imagem: http://ulbra-to.br/singular/noticia/2010/10/15/aumenta-o-numero-de-criancas-com-celular-no-brasil
“Ele chama a atenção delas por ser um objeto de representação do mundo adulto”, explica a coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisa do Brincar da PUCSP, Maria Ângela Barbato Carneiro. Além disso, o celular também é capaz de saciar aquela curiosidade tão presente na cabeça dos pequenos. “As perguntas das crianças se vêem respondidas imediatamente com o acesso rápido e fácil à internet”, afirma.
Segundo a coordenadora, não é indicado dar esses aparelhos a crianças menores de 10 anos, pois, nessa idade, elas não têm condições de lidar com a tecnologia adequadamente. A especialista ainda ressalta a importância de os pais observarem se há realmente a necessidade de dar um celular para o filho. “Na maioria das vezes, os pequenos não precisam deles, pois não costumam sair sozinhos. Em casos de emergência, os pais podem ter contato imediato com os filhos através do telefone da escola, por exemplo”, diz.
Soluções inteligentes
Para controle maior dos pais, já existem aparelhos no mercado projetados especialmente para crianças. É o caso do Mobee: além de só aceitar quatro contatos na agenda telefônica (mãe, pai, casa e um adicional), o dispositivo oferece outras características bastante interessantes para os pais. Uma delas é o botão de “pânico”, que envia uma mensagem de emergência aos contatos assim que a criança o pressionar. O celular também possui um recurso no monitor, que permite aos pais ligarem para o aparelho e ouvirem qualquer coisa que esteja acontecendo em torno dos filhos.
Para a especialista, os celulares têm estimulado o consumo e a falta de comunicação entre as pessoas. No entanto, em casos de extrema necessidade, soluções como o Mobee (que só pode ser adquirido pelo site da empresa israelense e custa cerca de R$ 220), são alternativas viáveis. “Se não tiverem essa urgência, os pais devem preferir gastar esse dinheiro com atividades mais educativas, como livros, passeios, brinquedos e atividades culturais”, indica.
Informações Cartola – Agência de Conteúdo – Especial para o Terra
Fonte texto:http://primeirainfancia.org.br/?p=14308&utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=criancas-so-devem-ter-celulares-em-casos-de-necessidade
fonte imagem: http://ulbra-to.br/singular/noticia/2010/10/15/aumenta-o-numero-de-criancas-com-celular-no-brasil
terça-feira, 21 de maio de 2013
CIRANDA ECO CULTURAL
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
9h30 às 12h30: O escritor e sua obra – Três Escritores:
- Livro: Homens Invisíveis de Fernando Braga da Costa – inclusão social – Para educadores presentes no evento – (Adulto)
- Livro: Mãe da vida de Suzana Montauriol – sobre educação ambiental, extraído da peça de Suzana Montauriol – (Infantil)
- Pelos Olhos de Nicolas de Eliana Lisboa – inclusão social e ambiental, da Escritora Eliana Lisboa – (Infantil)
9h30 às 12h30: Livro Livre – Distribuição gratuita de Livros de temas variados (Unicamp Cis Guanabara)
Projeto Livro Livre na Praça
9h30 às 10h30: Mitos da Terra – Contações de Histórias, Show Litero Musical, Poetas ao pé do ouvido.
10h30 às 11h30: Show Música Regional de Viola com Ivan Vilela
11h30 às 12h30: Carrinho da Leitura – Roda Contos e Teatro de Rua – Com o palhaço Custelinha
11h30 às 14h30: Exposição Cartunista – .12h30 às 14h30 – Cartunista na Praça – com Paulo Branco
No evento Ciranda Eco Cultural serão distribuídas na praça sementes de Crotalária para todos os participantes.
18h30 às 20h30: Cinema na Praça do Coco em Barão Geraldo
Abertura com Exibição do curta metragem Ilha das Flores de Jorge Furtado e exibição do Filme Lixo Extraordinário de João Jardim.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA CRIANÇAS! SERÁ???
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Posted: 14 May 2013 03:00 PM PDT
Texto de Mariana Sá*
Primeiro vamos assistir juntos ao comercial da nova linha de refeições para crianças da Sadia:
Ao ver esta linda obra da mais criativa publicidade brasileira, e sabendo que ele está sendo veiculado em programas infantis, você, dona daquela maternidade crítica, pensa que tem algo de errado. Na sua opinião é uma peça publicitária que se aproveita – e muito - da deficiência de julgamento e experiência da criança, que é algo difícil de provar. Pensa mais e conclui que a belezura deve estar violando algumas regras do Código de Autorregulamentação publicitária.
+ + +
O que esta linha de produtos promete entregar na nossa casa? Alimentação saudável para crianças com praticidade.
Alimentação Saudável: o filme publicitário vende um alimento corretamente balanceado para crianças quando entrega aos “minichefs” o pedido da mãe: “pratos nutritivos pras crianças”.
Praticidade: fica claro que vendem quando o locutor diz que a bagunça será feita na cozinha da Sadia e não na minha.
A praticidade eu tenho certeza que o produto entrega: realmente nada mais prático do que comprar, enfiar no freezer, descongelar e servir. Se quiser mais praticidade, sirva na embalagem e nem lave louça. Mas a parte da alimentação saudável tenho sérias dúvidas.
+ + +
Você não é nutricionista, nem nutróloga, tampouco engenheira de alimentos, mas possui conhecimentos básicos que lhe permitem ler um rótulo e julgar se é ou não adequado aos seus filhos. Daí resolve buscar mais informações.
Pensa: é congelado, pode não ter conservante, mas vou checar mesmo assim. Você corre para a internet para ver a lista de ingredientes, verificando a quantidade de conservantes… Faz a busca, encontra os produtos no site da Sadia, mas não encontra nenhuma lista de ingredientes. “Vou ter que ir no mercado fotografar estes rótulos!”
Não encontra a lista de ingredientes, mas encontra a linha completa com seus nomes fofos e suas embalagens com os tais dos “minichefs” estampados; “forte apelo infantil”, pensa.
E encontra também as tabelas nutricionais de cada um dos quatro pratos prontos da linha no site da Sadia, que é onde printei todas as tabelas a seguir.
Olhando tabela por tabela, item por item, você começa a ter um ataque de pelanca: repara nas grandes quantidades de sódio e que todas as refeições possuem colesterol. E você jurava ter ouvido no comercial que as refeições não têm gordura e colesterol. Não é possível que tenham mentido assim. E volta para a internet para ver o vídeo com mais cuidado.
A locução é clara, você que ouviu errado, a culpa é sua: “Refeições nutritivas com pouca gordura e colesterol.” Também, com tanto vegetal, quem vai conseguir ouvir o pouca?
Sério, sobre o sódio e as necessidades diárias das crianças: cada porção oferece de 24 a 27% das necessidades diária de sódio, isso com base numa dieta de 2.000 calorias. Se pensarmos que uma criança come 1.000 calorias, temos 48 a 54% das necessidades diárias de sal consumidas em apenas uma refeição. Só eu que tive ataque de pelanca com esta informação?
Sobre o colesterol: dois produtos possuem de 8 a 12% das necessidades diárias de um adulto. Wow! E os outros dois possuem 1 a 2%. Ok!
Olhar rótulos e ouvir com cuidado é coisa que pouca gente faz!
Fonte: Revisa Época - http://glo.bo/10aOAH7
+ + +
A última locução é a cereja do bolo, afinal comida nutritiva nunca foi uma delícia e agora é, graças aos minichefs… técnica de colocar um retrovisor, você não diz que não era, mas diz que agora é, que ficou, ou seja, não era antes!
+ + +
Se você acha que meu ataque de pelanca é exagerado, pense nesta sequência de afirmações se repetindo no juízo de seu filhos até virarem verdade, até seu filho acreditar que a única comida deliciosa é a feita pelos minichefs. Na minha opinião este tipo de publicidade é um desserviço à saúde pública, à infância e à maternidade!
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Agora vamos analisar o texto do filme:
Com uma linda cozinha montada ao fundo, mãe e filha sentadas na mesa. Mãe ao telefone – as duas sorrindo:
- Será que vocês não podiam fazer pratos nutritivos pras crianças com…?
Corta para aquele simpático personagem, o Peru da Sadia, ao telefone, bloco em punho, anotando o pedido da mãe, quando é soterrado por toda sorte de vegetais coloridos, em animação gráfica.
Entra trilha sonora e, num estalo, criaturas animadas e coloridas magicamente aparecem na tela, enquanto uma voz masculina e engraçada interrompe a mãe:
- Isso é um trabalho para os minichefs!
Agora conseguimos ver uma fantástica linha de produção, cheia de vegetais:
- Os mini cozinheiros que deixam tudo gostoso rapidinho e sem fazer bagunça na cozinha!
Um minichef voa atrapalhadamente. A voz continua:
- Bom, não a sua!Close nos pratos coloridos e fumegantes:
- Refeições nutritivas com pouca gordura e colesterol.
Um prato chega na mesa da cozinha e mãe e filha estão de volta à cena sorrindo:
- Huuuum, gostei!
Locutor:
- Sadia Minichefs, comida nutritiva ficou uma delícia.
+ + +
Em tempo: só eu acho bizarro congelar macarrão? Porque dois dos quatro pratos são macarrão! Aquela comida que até quem nunca entrou numa cozinha é capaz de fazer e que a maioria das crianças amam de qualquer jeito: basta um azeite de oliva e voilá, nasce um chef, um bigchef!
(*) Mariana Sá é publicitária e mestra em políticas públicas. É mãe de dois e escreve no blog Viciados em colo. Co-fundadora do Movimento Infância Livre de Consumismo, está engajada – junto com o marido – num processo contínuo de mudanças na alimentação da família.
+ + +
REFERÊNCIAS NORMATIVAS CITADAS:
(1) Código de Defesa e Proteção do Consumidor
LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.
SEÇÃO III
Da Publicidade (…) Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. (grifos meus) (…) Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.
+ + +
Artigo 37 – Os esforços de pais, educadores, autoridades e da comunidade devem encontrar na publicidade fator coadjuvante na formação de cidadãos responsáveis econsumidores conscientes. Diante de tal perspectiva, nenhum anúncio dirigirá apelo imperativo de consumo diretamente à criança.
E mais: (…) II – Quando os produtos forem destinados ao consumo por crianças e adolescentes seus anúncios deverão: (…) respeitar a dignidade, ingenuidade, credulidade, inexperiência e o sentimento de lealdade do público-alvo; dar atenção especial às características psicológicas do público-alvo, presumida sua menor capacidade de discernimento; (…)
Nota: Nesta Seção adotaram-se os parâmetros definidos no art. 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90): “Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.”
Anexo H: Alimentos, bebidas, sucos e bebidas assemelhadas
2. Quando o produto for destinado à criança, sua publicidade deverá, ainda, abster-se de qualquer estímulo imperativo de compra ou consumo, especialmente se apresentado por autoridade familiar, escolar, médica, esportiva, cultural ou pública, bem como por personagens que os interpretem, salvo em campanhas educativas, de cunho institucional, que promovam hábitos alimentares saudáveis. (grifos meus)
5. Na publicidade dos produtos submetidos a este Anexo adotar-se-á interpretação a mais restritiva quando: – for apregoado o atributo “produto natural”;
- produto for destinado ao consumo por crianças (grifos meus)
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
IMC - O QUE É ISTO E PRA QUE SERVE?
IMC é uma sigla utilizada para Índice de Massa Corporal.
O Índice de Massa Corporal é uma medida utilizada para medir a obesidade adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É o padrão internacional para avaliar o grau de obesidade.
O sobrepeso e a obesidade, indicados pelo IMC, são fatores de risco para doenças tais como a hipertensão arterial, a doença arterial coronariana e o diabetes melittus, além de outras patologias consideradas de alto risco para a Saúde Pública.
Hoje sabe-se que o IMC considera o gênero(masculino/feminino) e as idades, sendo então analisados em função destas variáveis.
Clique no link abaixo e calcule o seu IMC.
http://bit.ly/14JWaQB
Caso queira analisar o IMC para crianças, use as tabelas abaixo.
IMC Infantil
| Meninos | |||
| Idade | Normal | Sobrepeso | Obesidade |
| 6 | 14,5 | mais de 16,6 | mais de 18,0 |
| 7 | 15 | mais de 17,3 | mais de 19,1 |
| 8 | 15,6 | mais de 16,7 | mais de 20,3 |
| 9 | 16,1 | mais de 18,8 | mais de 21,4 |
| 10 | 16,7 | mais de 19,6 | mais de 22,5 |
| 11 | 17,2 | mais de 20,3 | mais de 23,7 |
| 12 | 17,8 | mais de 21,1 | mais de 24,8 |
| 13 | 18,5 | mais de 21,9 | mais de 25,9 |
| 14 | 19,2 | mais de 22,7 | mais de 26,9 |
| 15 | 19,9 | mais de 23,6 | mais de 27,7 |
| Meninas | |||
| Idade | Normal | Sobrepeso | Obesidade |
| 6 | 14,3 | mais de 16,1 | mais de 17,4 |
| 7 | 14,9 | mais de 17,1 | mais de 18,9 |
| 8 | 15,6 | mais de 18,1 | mais de 20,3 |
| 9 | 16,3 | mais de 19,1 | mais de 21,7 |
| 10 | 17 | mais de 20,1 | mais de 23,2 |
| 11 | 17,6 | mais de 21,1 | mais de 24,5 |
| 12 | 18,3 | mais de 22,1 | mais de 25,9 |
| 13 | 18,9 | mais de 23 | mais de 27,7 |
| 14 | 19,3 | mais de 23,8 | mais de 27,9 |
| 15 | 19,6 | mais de 24,2 | mais de 28,8 |
Prof. Esp. Reginaldo J. Santos
APRISIONADOS PELA LÍNGUA
14 de abril de 2013 | 2h 15
Estela Renner - O Estado de S.Paulo
O fato: um terço das crianças brasileiras tem sobrepeso ou sofrem de obesidade. Outro fato: a obesidade é a base das grandes pandemias modernas.
O colesterol alto, a hipertensão, o diabetes tipo 2 e o câncer de colo eram consideradas doenças de adultos, mas hoje é comum ver uma criança de nove anos obesa, diabética e com problemas de locomoção.
A obesidade tem causa multifatorial e não há uma solução única.
Tenho três filhos e entendo que pais são responsáveis pela compra de produtos e alimentação de seus filhos. Mas a obesidade ganhou, nos últimos 20 anos, dimensões epidêmicas, sobre as quais os pais estão quase tão desamparados quanto seus filhos. Produzi e dirigi o documentário "Muito Além do Peso" (disponível de graça na internet em www.muitoalemdopeso.com.br), onde descobri, dentre outras coisas, que a criança obesa é o sintoma de um ambiente obeso.
Fazendo um apanhado das mais de 250 pessoas que entrevistamos para o filme (dentre eles, médicos, nutricionistas, educadores e psicólogos), concluí que a complexidade do tratamento da obesidade envolve a reeducação de todos os membros da família que dividem a mesma geladeira da casa, a mudança do sistema que rege as escolas, baseado em embutidos e enlatados (e também suas cantinas), a melhoria da composição dos alimentos que são vendidos como saudáveis, o aperfeiçoamento da comunicação visual dos rótulos, a ampliação da área recreativa de parques e pátios de escolas, pais colocarem limites nos seus filhos, o aprimoramento do sistema educacional - pois a criança passa em média três horas na escola e cinco horas em frente a TV - e, por fim, a proibição da publicidade dirigida às crianças.
Durante a produção do filme, ouvi Leonardo, Yan, Alexandre, Rebeca, Natalie, Camila, Leandro, Nicolas, Carol e muitas outras crianças. Todas se esforçando (muito) para perder peso. A mãe de Carol, Patrícia, disse: "Eu era gerente de produtos de internet (em uma rede fast-food), mas resolvi sair quando eles ganharam a causa de poderem continuar associando brindes com hamburguer. Eu me sentia trabalhando para o tráfico de drogas, tendo uma viciada em casa. Eu me sentia assim".
Não sou contra a publicidade. Muito pelo contrário, estudei na ESPM e já dirigi dezenas de filmes publicitários. Mas tenho uma posição clara: publicidade dirigida à criança não deveria existir. Não sou contra o sexo, sou contra a pedofilia.
Outro fator que vale destaque: em seus estudos sobre a obesidade, o professor Carlos Monteiro aponta os perigos dos alimentos ultrapalatáveis. São alimentos ricos em gordura, sal e açúcar, que condicionam o nosso paladar desde a idade mais tenra. O que me levou a outra percepção: a de que estamos vivendo em uma cadeia alimentar, onde a injeção dos alimentos ultraprocessados desequilibraram toda a nossa relação com a comida. Eles tiraram o espaço do alimento in natura e nos deixaram doentes. Não me surpreende mais as crianças não saberem o que é um mamão ou nem lembrarem quando foi a última vez que comeram uma manga.
É o tal do aprisionamento do consumidor pela língua. Se há solução a longo prazo? Sim. Mas, entre outras ações, a indústria alimentícia teria de rever suas composições babilônicas de gordura, açúcar e sal. Contudo, ela só fará isso se o consumidor exigir.
Existe uma verdade que só a indústria dá o verdadeiro valor: ninguém é mais poderoso do que o consumidor. A indústria faz absolutamente de tudo para conquistá-lo. Na hora que o consumidor perceber que quando ele compra algo ele está votando no presente e no futuro do seu filho, ele vai entender que tem a força para fazer com que a indústria alimentícia se modifique.
Estela Renner é roteirista, diretora de cinema e sócia da Marinha Farinha Filmes
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
INTEGRAÇÃO DAS TURMAS AGIII MANHÃ
Turmas dos AGIII período da manhã, realizam roda cantada para integração das turmas.
Na última sexta-feira, 19 de abril,
as turmas do agrupamento III, realizaram
uma roda cantada para a integração das
turmas. O objetivo foi de estabelecer vínculos afetivos e trocas interpessoais
e sociais com compromisso, aceitação e confiança no outro.
"Foi possível ver no sorriso e no olhar
das crianças a felicidade delas. Elas puderam brincar, interagir e expressar
seus valores e atitudes dentro de um contexto social".
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